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Archive for May, 2009

Iva_Toguri_before_NHK_microphone

Zepelim dedicado à propaganda radiofónica emitida durante a Segunda Guerra Mundial e, em particular, à propaganda japonesa contra o exército dos E.U.A. protagonizada pelas vozes femininas que desencorajavam e desmoralizam os soldados americanos a travarem batalha no Pacífico Sul. Às enigmáticas vozes que saiam da rádio, os soldados americanos chamaram genericamente de Tokyo Rose. As Tokyo Rose, dirigiam-se aos soldados com familiaridade, emitindo canções de amor do folclore norte-americano com o intuito de exaltarem a saudade nos corações dos soldados. Outra das técnicas utilizadas pelas locutoras de rádio japonesas consistia em dirigirem-se individualmente a um soldado, tratando-o pelo nome próprio, falando-lhe da família e da namorada que deixara para trás provocando ciúme e desorientação. Com o término da Segunda Guerra Mundial a imprensa americana encontrou uma das supostas vozes da propaganda japonesa, Iva Toguri D’Aquino que se apresentava sob o nome de “Orphan Ann” tendo feito parte do programa The Zero Hour na Radio Tokyo. Iva Toguri D’Aquino nasceuem Los Angeles filha de emigrantes japoneses. A 5 de Julho de 1941, Iva Toguri viaja para o Japão com a finalidade de visitar familiares e a possibilidade deestudar medicina. Com o eclodir dos ataques a Pearl Harbor, Iva Toguri depara-se com a impossibilidade de regressar aos E.U.A. O governo japonês obriga-a a renunciar a sua cidadania americana e força-a a trabalhar na propaganda anti-EUA. Mais tarde em 1949 após uma longa investigação do F.B.I., Iva Toguri é condenada injustamente por crimes contra a pátria. Em 1971, o Presidente dos Estados Unidos Gerald Ford, concede-lhe perdão incondicional… Toguri morre a Janeiro de 2006.

Nesta emissão de zepelim, recuperámos algumas das raras gravações existentes de Tokyo Rose, e adicionámos alguns excertos ficcionados presentes no filme The Wild Blue Yonder (1954). Contudo, espreitamos também a propaganda radiofónica (This is War!) realizada nos Estados Unidos no ano de 1942 com o intuito de preparar a população para a Guerra contra o Japão e a Alemanha. Podemos ainda escutar algumas faixas retiradas da colectânea Last Kind Words (1926-1953) da Mississipi Records.

Carlo Patrão

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Neste Zepelim, debruçámo-nos sobre o álbum Night Passage, trabalho do escocês Alan Lamb editado em 1998 pela australiana Dorobo Records, construído a partir das últimas gravações que fez, em 1984 e 1985, no “Faraway Wind Organ”, e da actuação que fez em Kobe (Japão) na inauguração do, na altura, maior acelerador de electrões do mundo. Neste programa, porém, concentrámo-nos nas gravações do “Faraway Wind Organ”, uma propriedade no deserto da Austrália Ocidental com perto de 800m2 que comprou por 10AUD em 1976, ocupada por linhas telegráficas abandonadas e em decadência que, com o vento, os pássaros e outras circunstâncias produzem um som único, que Alan Lamb se encarregou de gravar com microfones de contacto, extraindo também desse trabalho o álbum Primal Image. Assim, Primal Image e Night Passage constituem as únicas gravações a ser efectuadas no “Faraway Wind Organ”, visto que quando Lamb regressou ao local após as gravações que foram editadas nesse álbum, se deparou com a destruição do “instrumento”, queimado por tempestades eléctricas e comido pelas térmitas que o habitavam.

Alinhamento:

1. Excerto do programa “The Night Air” da ABC Australia, a transmitir um curso de Código Morse elaborado pela Força Aérea Australiana

2. Alan Lamb – Last Anzac [Night Passage, 1998]

2.1. Versão em Código Morse do primeiro capítulo de “The Book of God: The Bible as a Novel”, de Walter Wangerin Jr.

3. Excertos do Morse Code Podcast, de Steve Antoine

4. Alan Lamb – Night Passage [Night Passage, 1998]

José Afonso Biscaia

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edit: links corrigidos

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guantanamo

Nesta emissão de Zepelim, revisitámos o trabalho do fonógrafo e artista sonoro Aaron Ximm, de quem já tínhamos escutado a colecção de colagens sonoras “As Paredes Têm Ouvidos” gravadas em Nodar, São Pedro do Sul. Aaron Ximm (também conhecido como Quiet American), vive em São Francisco e realizou o seu primeiro trabalho na área da gravação de campo numa viagem ao Vietname em 1998. Dissolvendo-se em diversas culturas, Aaron Ximm cria como turista a oportunidade para captar os sons “naturais” de cada região. Em 2005, a rádio austríaca Kunstradio convida-o a realizar uma peça sonora sobre Guantánamo para ser incluída na série Radio Roadmovie. Viaja para a cidade cubana onde é recebido pela família de músicos de Jesús Ávila Gainza e do seu irmão Julio. É principalmente da convivência com a família cubana e com o seu quotidiano que nasce “Guantánamo Express” um “dueto” entre os sons de Guantánamo e a música de Jesús Ávila. Adicionámos ainda, a peça “3 trains” de cerca de 8 minutos gravada no Vietnam em Ba Cah perto da fronteira chinesa, como despedida de Guantánamo e rumo a Oriente.

Guantánamo Express is first a portrait of Jesús Ávila Gainza and his brother Julio. It was fabricated from the sounds I recorded around them: the sounds of their lives, their families, their homes, and most of all, with the sounds of their music. It is not only about them; I made it for them. by Aaron Ximm

 

1. Quiet American – “Guantánamo Express” (for Jesús Ávila Gainza y su hermano Julio)

2. Quiet American – 3 trains

“The world makes its own music, but we rarely listen with naive ears.”

Aaron Ximm

Ovir também:

Zepelim – 27.11.08 – “As paredes têm ouvidos” –   download

Carlo Patrão

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