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“Abbiamo fatto 30 facciamo 31!” – Uma Peça Sonora de Manuela Barile

“Abbiamo fatto 30 facciamo 31!” é uma expressão italiana que significa aceitar empreender uma tarefa imprevista adicional, depois de já se ter decidido fazer muitas outras coisas. 31 é também o número de aniversários que já cumpri. Com esta peça sonora pretendo apresentar-vos algumas das linhas temáticas do meu trabalho artístico: a memória pessoal e colectiva, a infância, a dor, a morte, o sentido dos lugares, a autenticidade, o abandono, a esperança.

Na escolha dos vários trechos que compõem a peça reflectem-se as várias experiências da minha vida e a forma como me coloco perante a vida, ao procurar meter-me em jogo, ao não tomar as coisas de forma demasiado séria ou pesada e ao acolher positivamente os imprevistos, assumindo os riscos inerentes.

As composições da minha autoria utilizadas nesta peça sonora são: Lullaby for Whales (2003), Larve Gongolanti (2004), Cik Ciak Song (2006), On the Wing (2006), Ossessione (2009), Pesa (2009) e Moroloja (2009). Dela fazem parte também um excerto de um concerto de “La Scatola” (um projecto intermedia concebido por mim e pelo artista sonoro Rui Costa em 2007) e “Five Instruments and a Gun”, uma peça escrita pelo compositor austríaco Arnold Haberl (a.k.a Noid) e interpretada em 2008 por mim e por outros quatro músicos na paisagem envolvente à aldeia de Nodar.

Nesta peça sonora estão também presentes as vozes de algumas pessoas próximas de mim (o meu filho Samuel, o meu companheiro, a minha avó, a minha mãe, o meu pai, os meus tios, a tia Ilda de Nodar, velhos e novos amigos), assim como referências a canções que assinalam momentos importantes da minha maturação pessoal, filmes, excertos de desenhos animados da minha infância, referências a lugares onde habitei ou habito (Bari, Londres, Bolonha, Nodar) e vozes de artistas, por coincidência (ou talvez não) todos já desaparecidos: Andrei Tarkovski, Matteo Salvatore, Maria Callas, Anna Magnani, Carmelo Bene e Pier-Paolo Pasolini, em cujos percursos de vida e de arte me revejo muitíssimo.

Em Ossessione (2009), Pesa (2009) e Moroloja (2009) a minha voz foi gravada em campo. Actualmente a minha pesquisa artística constrói-se sobre e para os lugares, tendo não só em conta as propriedades acústicas desses lugares por mim escolhidos, mas também outros aspectos que vão desde a memória e a tradição até aos aspectos de conformação natural do território, das simbolizações rituais e sagradas aos “genius loci”.

Manuela Barile

Manuela BarileManuela Barile

Biografia e Pesquisa Artística

Manuela Barile (n. Bari, Itália em 1978) é uma artista multidisciplinar e performer vocal italiana residente em Portugal.

A sua pesquisa artística assenta num trabalho projectual que combina os sons da voz com diversos media (performance art, field recordings, vídeo, fotografia, escrita, desenho) e utiliza diferentes formatos de apresentação (instalações sonoras e vídeo, composições sonoras, concertos-performances, etc.).

A conexão entre o público e o privado tem sido uma constante interrogação no seu trabalho, bem como a ligação entre as memórias e recordações colectivas. Ela concebe a sua arte como uma investigação contínua na realidade onde a artista coloca questões e dúvidas no sentido de captar as subtilezas ocultas da vida e da nossa actual condição.

A arte de Manuela Barile nasce da uma indagação subtil e minuciosa em redor das pequenas coisas da realidade quotidiana aparentemente banais e insignificantes as quais, através de uma amplificação sensorial a que são sujeitas durante o processo criativo, assumem um sentido de “revelação” e de “necessidade”.

Utilizando uma linguagem simples, feita de símbolos e de metáforas, a artista procura criar situações de aparência enigmática, entre o familiar e o estranho, nas quais tudo é colocado continuamente em discussão e onde emerge o seu sentido de humor, do paradoxo, o prazer do risco e sobretudo o desejo de divertir-se sem levar-se demasiado a sério.

A sua abordagem à vocalidade é lúdica e espontânea; reflecte a sua ligação com a natureza, os animais e o ambiente que a circunda, dos quais busca continuamente inspiração. Através dos seus sons, a artista procura dar voz a ecos longínquos difíceis de serem expressos por palavras, que retornam ao presente com grande intensidade.

Manuela Barile já trabalhou ou colaborou com Mario Volpe, Gianni Lenoci, Mainha maturação pessoal, filmes, excertos de desenhos animados da minha infância, referências a lugares onde habitei ou habito (Bari, Londres, Bolonha, Nodar) e vozes de artistas, por coincidência (ou talvez não) todos já desaparecidos: Andrei Tarkovski, Matteo Salvatore, Maria Callas, Anna Magnani, Carmelo Bene e Prcello Magliocchi, Amy Denio, Phil Minton, Tristan Honsinger, Rinus Van Alebeek, Duncan Whitley, Anna Hints, Evelyn Müürsepp, Tiriddilliu, Claudio Parodi, Alessandro Buzzi, Chris Iemulo, Rui Costa, Paulo Raposo, Antez, Ernesto Rodrigues, Nilo Gallego, Dennis Báthory-Kitsz, Madamme Cell, Maile Colbert, Pali Mersault, Cédric Anglaret, Noid, etc. As suas composições vocais foram incluídas em vários filmes, documentários, projectos de vídeo arte (Annamaria Ippolito, Patricia Leal, Xaquin Rosales, etc.). Trabalhou igualmente com teóricos e coreógrafos de dança (Bojana Bauer, Paula Pinto).

Em 2006 participa com o artista italiano Pino Pipoli em “Una Notte di Arte Totale “inaugura” Fresco Bosco” evento inaugural da exposição “Fresco Bosco” curada pelo famoso crítico de arte Italiano Achille Bonito Oliva no parque de Certosa di San Lorenzo em Padula (Salerno).

Manuela Barile iniciou em 2007 uma colaboração com o artista sonoro português Rui Costa para o desenvolvimento de um projecto intermedia intitulado ‘La Scatola’. Em 2009, aprofundou alguns núcleos temáticos de “La Scatola” através do projecto “Locus in Quo”, um conjunto de instalações sonoras / vídeo e performances que indagam vários aspectos relacionados com o sentido dos lugares.

Manuela Barile é co-directora artística da Binaural, uma associação cultural portuguesa que se dedica à promoção de som e artes intermédia desenvolvida num contexto rural. A Binaural dirige desde 2006 um programa de residências artísticas em Nodar, uma pequena aldeia no centro de Portugal.

Websites:

www.manuelabarile.com

www.binauralmedia.org

* Video gravado em Maio de 2006 no Pavilhão Atlântico – Festival Sonicscope 06.  “Due Uccellacci e un uccellino”. Manuela Barile (voz), Rui Costa e Paulo Raposo (video + sound manipulation).

Regresso de Zepelim à antena da RUC em novo horário, entre as 23h e a 00h de quarta-feira.

Neste reinício, olhámos para a época dourada dos jogos arcade, nos anos 80 do século XX. A história desta forma de entertenimento remonta à decada de 30 desse século, com o aparecimento das máquinas de pinball, em madeira e baseadas em princípios mecânicos, que foram largamente utilizadas nos salões de jogos e parque de diversões da época, e progride lentamente até 1958, quando William A. Higinbotham, físico no Brookhaven National Laboratory (em Upton, NY), criou “Tennis for Two“, um jogo baseado na tecnologia do osciloscópio, para tentar animar os entediados visitantes do laboratório, indtroduzindo na prática o conceito de videojogo. Diz a lenda em redor da matéria que Nolan Bushnell, que mais tarde fundou a Atari com Ted Dabney, terá visitado o Brookhaven National Laboratory na sua adolescência. A sua empresa acabou por ser crucial para a expansão dos jogos de video em 1972, quando começou a distribuir o seu primeiro fenómeno, Pong. Nos anos seguintes a indústria fluoresceu, com títulos como Space Invaders ou Pac-Man, que foram imensamente populares, sobretudo nos Estados Unidos e Japão, durante toda a década de 80 e até aos inícios da de 90, quando as tecnologias de entretenimento doméstico disponíveis atingiram o mesmo grau de sofisticação que as “máquinas de moedas”.

É nesses anos (entre 1982 e 1986), que se situam as gravações de Classic Arcade Sounds. O autor, não identificado, e o seu melhor amigo Raymond cresceram nos salões de jogos do Estado de Nova Iorque, onde fizeram as gravações com um gravador Sony TCS-310 Stereo dos sons que faziam as máquinas de jogos, e apanhando inadvertidamente alguns dos seus próprios comentários. Estas gravações estiveram perdidas na casa dos pais do autor, em Ithaca, NY até 1997, quando se mudou para o Oregon e, no processo, encontrou as velhas cassetes que agora disponibiliza no seu site, e que constituiram a maior parte do Zepelim de hoje, complementadas com alguns sons originais desses jogos.

José Afonso Biscaia

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O coração é dos órgãos mais importantes para a vida humana e, ao mesmo tempo, de todos o mais romantizado. Durante larga parte da história considerado como o receptáculo da alma ou como centro emocional e amoroso do ser humano, o coração mais não faz que bombear sangue para todo o corpo, permitindo a irrigação dos seus órgãos. Neste Zepelim, debruçámo-nos sobre os seus assuntos.

1. EmeraldsAlive in the Sea of Information [What Happened, 2009]

1.1. Mayo Clinic – The Circulatory System

1.2. Excertos da série televisiva “Era Uma Vez… O Corpo Humano

2. Threshold HouseBoys ChoirDistonto [Amulet Edition, 2008]

2.2. Excerto da série televisiva “Era Uma Vez… O Corpo Humano

2.3. Excerto de um documentário disponibilizado pela revista Super Interessante, sobre a “Fisiologia das Células do Coração”

2.4.Excerto da série televisiva “Érase Una Vez… El Cuerpo Humano

3.Autor Desconhecido – La Sangre

4.Sparkling Wide Pressure - Rock Wall [Seven Inside and Out, 2009]

4.1.Autor Desconhecido - Circulation

4.2.Excerto da série televisiva “Era Uma Vez… O Corpo Humano

5.Gregg Kowalski – Tendrils in Vigne [Tendrils in Vigne, 2007]

5.1.The Tell-tale Heart, short story de Edgar Allan Poe, lida por John Robinson

5.2. TransAmerican Medical – The Heart of Cardiac MRI

José Afonso Biscaia

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Aldeia das Dez

Nesta emissão convidámos Luís Antero para assumir os comandos da realização do dirigível Zepelim e nos apresentar 52′ do seu trabalho mais recente, alguns inéditos e as suas últimas edições da colecção Sound Narratives, com especial destaque para o volume 6, editado este mês pela net label MiMi Records, divididos pelos símbolos Água e Terra. Luís Antero dedica-se à recolha fonográfica natural e etnográfica, mais do que um conhecimento técnico, Antero demarca-se pela sensibilidade e humanismo nas suas narrativas sonoras:

“Podemos considerar os usos e costumes das gentes da Beira Serra, os seus saberes orais, as lendas de tempos imemoriais contadas pelas vozes da sabedoria popular, como produtos culturalmente endógenos? A fauna e flora existente nas nossas serras, os rios, ribeiros e riachos que as enchem de vida cristalina, podem também ser considerados produtos culturalmente endógenos? Creio que sim! [...] arquivo sonoro, de pessoas e locais, funcionando em regime work in progress [...] [...] gravações de campo de elementos naturais como forma de preservar um património natural e ao mesmo tempo uma memória fonográfica colectiva local”

1ª Parte – Água

Duração/Faixas/Comentários de Luís Antero
1.    00:00-06:46

«O Mar (TLuis Anteroocha – versão 1)» (06:46) | faixa nunca editada
Gravação do som da água do mar efectuada na Praia da Tocha, concelho de Cantanhede, no Domingo, 21 de Junho de 2009, às 18:00. Para além do mar ouvem-se também nesta gravação as vozes solarengas e felizes das pessoas que se banhavam a esta hora do dia, bem como algumas gaivotas.

2.    05:30-12:20
«Luso Ambience (Água)» (14:15) (excerto) | faixa nunca editada
Gravação efectuada na vila do Luso, concelho da Mealhada, no dia 23 de Junho de 2009, às 13:00. Nesta gravação ouve-se a água que cai das bicas, assim como o encher de garrafões das várias pessoas que ali se deslocam, algumas conversando, outras não, assim como a água que cai nas duas fontes situadas na praça da capela…

3.    12:30-19:50
«Big Wheel» (09:55) (excerto) | faixa do EP «Big Wheel», editado na alemã Konkretourist em Junho de 2009 | http://konkretourist.de/
Gravação, na aldeia de S. Sebastião da Feira, concelho de Oliveira do Hospital, no dia 28 de Maio de 2009, às 18:00, de uma antiga nora de água, ainda em pleno funcionamento, à beira do Rio Alva, responsável por levar a água às terras de cultivo. Nesta gravação pode notar-se a dinâmica sonora desta nora, à medida que a circundava.

4.    19:30-22:00
«Water Song – Part 1» (02:34) | faixa do EP «Big Wheel», editado na alemã Konkretourist em Junho de 2009 | http://konkretourist.de/
Esta faixa comporta dois momentos de gravação diferentes: água e voz. O som da água foi gravado na pequena localidade de Parente, freguesia de Alvoco das Várzeas, concelho de Oliveira do Hospital, em pleno Rio Alvoco, numa zona de rápidos do açude do Candam. A voz, de Carol Nike, americana a residir por estas paragens, foi gravada dois dias depois da gravação da nora de água, na sua residênc


2ª Parte – Terra

Duração/Faixas/Comentários de Luís Antero
1.    22:00-25:00
«Pastorícia # 2» (03:08) | faixa do EP «Sound Narratives, Vol. 6», editado este mês pela net label portuguesa MiMi Records | http://www.clubotaku.org/mimi/pt/album110.php
Gravação efectuada na freguesia de Pinhanços, concelho de Seia, no dia 11 de Fevereiro de 2009, às 17:30. Esta recolha regista o momento em que o pastor chama as ovelhas para o redil, para que possa proceder à ordenha. Esta é uma prática muito em voga nesta zona, de onde sai o famoso queijo da Serra da Estrela.

Luís Antero 2.    25:00-25:40
«Pastorícia # 3» (00:42) | faixa do EP «Sound Narratives, Vol. 6», editado na  portuguesa MiMi Records em Junho de 2009 | http://www.clubotaku.org/mimi/pt/album110.php
Gravação efectuada na Quinta da Costa, freguesia de Bobadela, concelho de Oliveira do Hospital, por volta das 17:30 . Aqui pode escutar-se um pequeníssimo relato de vida pastoril, com o Ti António, pastor sábio e vivido.

3.    25:40-34:40
«SN # 6» (09:10) | faixa do EP «Sound Narratives, Vol. 6», editado na portuguesa MiMi Records em Junho de 2009 | http://www.clubotaku.org/mimi/pt/album110.php
Gravação efectuada em Aldeia das Dez, concelho de Oliveira do Hospital, numa sexta-feira do mês de Abril, a partir das 17:30. Nesta gravação pode ouvir-se o badalar das horas no sino da igreja, as crianças que brincam na rua, os cães que ladram de desconfiança, as gotas de água que caem na velha fonte, o cabrito amedrontado ou a árvore de badalos e chocalhos do poeta Viriato Gouveia. Enfim, uma certa identidade sonora de Aldeia das Dez, naquelas horas em particular…

4.    34:30-43:37
«cbr 11 am» (09:37) | faixa do EP «Sound Narratives, Vol. 5», editado na portuguesa Enough Records em Abril de 2009 | http://enoughrecords.scene.org/
Gravação em Coimbra, na zona da baixa, por volta das 11:00, num dia de ameno sol, em Fevereiro de 2009. Nesta gravação podem-se ouvir os operários das obras dos edifícios em remodelação, os carros que passam junto à Sé Velha, as aves residentes na zona da Sé… o ambiente próprio da baixa coimbrã a esta hora do dia.

5.    42:40-49:25
«SN # 5» (Goats) (06:45) | faixa do EP «Sound Narratives, Vol. 4», a editar brevemente pela inglesa Earth Monkey Productions | http://www.earthmp.com/index.html
Gravação na aldeia de Moura da Serra, concelho de Arganil, em plena Serra do Açor, no dia 23 de Fevereiro de 2009, às 15:00. Esta recolha tem a particularidade de ter sido efectuada, literalmente, no meio das cabras, ou seja, deitei-me no prado, junto a estes amorosos animais, de forma a captar as suas dinâmicas sonoras…

6.    49:00-51:58
«vai agora, ao fim de velho, cavar?» (02:58) | faixa do site www.luisantero.yolasite.com
Gravação efectuada em Alvoco das Várzeas, concelho de Oliveira do Hospital, no dia 20 de Dezembro de 2008, por volta das 17:00, ao pastor e dono de um rebanho de ovelhas, Zé Gonçalves.
Nesta recolha escutam-se notas de vida pastoril e de saudade abundante…

Discografia:

«Water Recordings» (Bypass, 2008) | «Sound Narratives, Vol. 1» (Bypass, 2009) | «Sound Narratives, Vol. 2» (Electro Rucini, 2009) | «Sound Narratives, Vol. 5» (Enough Records, 2009) | «Stall» – split EP com Marcus Küerten (Bypass, 2009) | «Collected Works» (edição de autor, 2009) | «Sound Narratives, Vol. 6» (MiMi Records, 2009) | «Big Wheel» (Konkretourist, 2009)

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Portugal, 1960 Fotografia de Ray K. Metzker

Inspirado no feriado nacional 10 de Junho, o zepelim criou uma colagem sonora de diversos registos associados a Portugal, desde testemunhos de imigrantes residentes no nosso país, à “cultura televisiva”, gravações de tradição oral ou aulas de português para principiantes… Uma emissão marcada ainda pela presença quase constante de sons de aves a partir de gravações de campo captadas em diversos locais do planeta por diferentes artistas, aqui como símbolo da presença e fluxo migratório dos portugueses pelos quatro cantos do mundo.

Alinhamento:

The North Sea – Eternal Birds [Exquisite Idols, 2007]

Aki Onda – For the Birds [Autumn Leaves - Sound and Environment in Artistic Practice, 2007]

Waltz – Birds Sing in the Halo Garden [The Fox and the Lonely Emperor, 2007]

Dot Tape Dot - Slow Birds for Mayo T [Schole Compilation Vol. 1, 2007 ]

Yuichiro Fujimoto – Birds, Cows, Dogs and Bells [The Mountain Record, 2006]

ocdc -  II. Poppy [Piano Suites For Ella, 2009]

ocdc -  I. The Day You Were Born [Piano Suites For Ella, 2009]

Ferrante & Teicher – Falling In Love With Love [Hi-Fireworks, 1953]

Koen Holtkamp - Free Birds [Make Haste, 2008]

Kyo Suayan - The Birds of Coyote Point [2009]

SO QUIET - Words Make Me Feel [Words Make Me Feel Ugly, 2007]

Zac Keiller - Migration [Migration]

Zac Keiller - Motion [Migration]

Chris Watson - ol-olool-o [Weather Report, 2003]

Luís Antero - Cantigas antigas_excertos [gravacao de campo em lagares da beira, 2008]

Koen Holtkamp - Bear Bell [Field Rituals, 2008]

Sons adicionais retirados de archive.org (Mi Barrio Portugal; O Preço Certo; Traditional Portuguese Music; Dress N Furtado; Dressing C RonaldoClassroom Objects; PEN Interface Hello Goodbye) e freesound.org.

Carlo Patrão

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No primeiro programa de Junho, Zepelim deixou-se levar até à praia, representada por diversos excertos de field recordings alusivas. A acompanhar, 3 peças de 92982, nova edição de William Basinski pela 2062, composta por peças gravadas no início da década de 1980 e pontuadas por ruído ambiente (sirenes, carros, helicópetros) da cidade, que ajudam a construir a ambiência melancólica típica no trabalho do texano. Ficámos ainda com “The Flood”, tema para o jovem Julian Lynch, artista promovido pela Underwaterpeoples Records, e que editou este ano o álbum “Orange You Glad”.

Alinhamento:

1. Autor DesconhecidoLet’s go to the Beach!!!

2. Jon Salimes – Beach Audio

3. Sierra Jenkins – Young Boys Playing Trumpet and Drum for Tips at Mercado Jamaica (Cidade do México)

4. William Basinski – 92982.1 [92982, 2009]

4.1. Dave Hattman – Carolina Beach, October 31, 2006 1:30am

5. William Basinski - 92982.2 [92982, 2009]

5.1. Sierra JenkinsAviary in Parque Lincoln, Polanco (Cidade do México)

6. Julian Lynch - The Flood [Orange You Glad, 2009]

7. William Basinski - 92982.3 [92982, 2009]

José Afonso Biscaia

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Zepelim dedicado à propaganda radiofónica emitida durante a Segunda Guerra Mundial e, em particular, à propaganda japonesa contra o exército dos E.U.A. protagonizada pelas vozes femininas que desencorajavam e desmoralizam os soldados americanos a travarem batalha no Pacífico Sul. Às enigmáticas vozes que saiam da rádio, os soldados americanos chamaram genericamente de Tokyo Rose. As Tokyo Rose, dirigiam-se aos soldados com familiaridade, emitindo canções de amor do folclore norte-americano com o intuito de exaltarem a saudade nos corações dos soldados. Outra das técnicas utilizadas pelas locutoras de rádio japonesas consistia em dirigirem-se individualmente a um soldado, tratando-o pelo nome próprio, falando-lhe da família e da namorada que deixara para trás provocando ciúme e desorientação. Com o término da Segunda Guerra Mundial a imprensa americana encontrou uma das supostas vozes da propaganda japonesa, Iva Toguri D’Aquino que se apresentava sob o nome de “Orphan Ann” tendo feito parte do programa The Zero Hour na Radio Tokyo. Iva Toguri D’Aquino nasceu em Los Angeles filha de emigrantes japoneses. A 5 de Julho de 1941, Iva Toguri viaja para o Japão com a finalidade de visitar familiares e a possibilidade deestudar medicina. Com o eclodir dos ataques a Pearl Harbor, Iva Toguri depara-se com a impossibilidade de regressar aos E.U.A. O governo japonês obriga-a a renunciar a sua cidadania americana e força-a a trabalhar na propaganda anti-EUA. Mais tarde em 1949 após uma longa investigação do F.B.I., Iva Toguri é condenada injustamente por crimes contra a pátria. Em 1971, o Presidente dos Estados Unidos Gerald Ford, concede-lhe perdão incondicional… Toguri morre a Janeiro de 2006.

Nesta emissão de zepelim, recuperámos algumas das raras gravações existentes de Tokyo Rose, e adicionámos alguns excertos ficcionados presentes no filme The Wild Blue Yonder (1954). Contudo, espreitamos também a propaganda radiofónica (This is War!) realizada nos Estados Unidos no ano de 1942 com o intuito de preparar a população para a Guerra contra o Japão e a Alemanha. Podemos ainda escutar algumas faixas retiradas da colectânea Last Kind Words (1926-1953) da Mississipi Records.

Carlo Patrão

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Neste Zepelim, debruçámo-nos sobre o álbum Night Passage, trabalho do escocês Alan Lamb editado em 1998 pela australiana Dorobo Records, construído a partir das últimas gravações que fez, em 1984 e 1985, no “Faraway Wind Organ”, e da actuação que fez em Kobe (Japão) na inauguração do, na altura, maior acelerador de electrões do mundo. Neste programa, porém, concentrámo-nos nas gravações do “Faraway Wind Organ”, uma propriedade no deserto da Austrália Ocidental com perto de 800m2 que comprou por 10AUD em 1976, ocupada por linhas telegráficas abandonadas e em decadência que, com o vento, os pássaros e outras circunstâncias produzem um som único, que Alan Lamb se encarregou de gravar com microfones de contacto, extraindo também desse trabalho o álbum Primal Image. Assim, Primal Image e Night Passage constituem as únicas gravações a ser efectuadas no “Faraway Wind Organ”, visto que quando Lamb regressou ao local após as gravações que foram editadas nesse álbum, se deparou com a destruição do “instrumento”, queimado por tempestades eléctricas e comido pelas térmitas que o habitavam.

Alinhamento:

1. Excerto do programa “The Night Air” da ABC Australia, a transmitir um curso de Código Morse elaborado pela Força Aérea Australiana

2. Alan Lamb – Last Anzac [Night Passage, 1998]

2.1. Versão em Código Morse do primeiro capítulo de “The Book of God: The Bible as a Novel”, de Walter Wangerin Jr.

3. Excertos do Morse Code Podcast, de Steve Antoine

4. Alan Lamb – Night Passage [Night Passage, 1998]

José Afonso Biscaia

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edit: links corrigidos

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Nesta emissão de Zepelim, revisitámos o trabalho do fonógrafo e artista sonoro Aaron Ximm, de quem já tínhamos escutado a colecção de colagens sonoras “As Paredes Têm Ouvidos” gravadas em Nodar, São Pedro do Sul. Aaron Ximm (também conhecido como Quiet American), vive em São Francisco e realizou o seu primeiro trabalho na área da gravação de campo numa viagem ao Vietname em 1998. Dissolvendo-se em diversas culturas, Aaron Ximm cria como turista a oportunidade para captar os sons “naturais” de cada região. Em 2005, a rádio austríaca Kunstradio convida-o a realizar uma peça sonora sobre Guantánamo para ser incluída na série Radio Roadmovie. Viaja para a cidade cubana onde é recebido pela família de músicos de Jesús Ávila Gainza e do seu irmão Julio. É principalmente da convivência com a família cubana e com o seu quotidiano que nasce “Guantánamo Express” um “dueto” entre os sons de Guantánamo e a música de Jesús Ávila. Adicionámos ainda, a peça “3 trains” de cerca de 8 minutos gravada no Vietnam em Ba Cah perto da fronteira chinesa, como despedida de Guantánamo e rumo a Oriente.

“Guantánamo Express is first a portrait of Jesús Ávila Gainza and his brother Julio. It was fabricated from the sounds I recorded around them: the sounds of their lives, their families, their homes, and most of all, with the sounds of their music. It is not only about them; I made it for them” Aaron Ximm

1. Quiet American – “Guantánamo Express” (for Jesús Ávila Gainza y su hermano Julio)

2. Quiet American - 3 trains

“The world makes its own music, but we rarely listen with naive ears.”

Aaron Ximm

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Ouvir também:

Zepelim – 27.11.08 – “As paredes têm ouvidos” –   download

Carlo Patrão

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Alinhamento:

Vermon Elliot -  Intro Music and Dialogue From ‘Episode One’ [The Clangers, 2005]

1. ABC Headline Edition: Taylor Grant’s July 7, 1947 newscast of disc recovery by roswell Army Air Field personnel.

Marcel Duchamp – Erratum musicale [The Entire Musical Works, 2002]

2. Original radio broadcast describing “Battle of Los Angeles.” (1942)

The Ivytree – Inner Groves [Jewelled Antler Library Vol. 3: The Sun is the Lamp, 2003]

Manual - Blue Stone [Confluence, 2008]

Vermon Elliot -   There Now Follows Some Useful Musical Sequences [The Clangers, 2005]

3. In June 19, 1991, Timothy Goode appeared on the popular Nicky Campbell show.  The program, “Into The Night”  is on National Radio One in Great Britain.

Taylor Deupree -  Worn [Weather And Worn, 2009]

Library Tapes - The Sound of Emptiness part 1 [A Summer Beneath The Trees, 2008]

Sun Ra The Satellites Are Spinning [The Solar Myth Approach vol.1, 2001]

4.Discurso de Ronald Regan

Marcel Duchamp -  Musical sculpture [The Entire Musical Works, 2002]

(Os sons adicionais foram retirados de Freesound Project)

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Este Zepelim explorou o álbum The Ghost Orchid: An Introduction to EVP (1999),  uma das poucas edições da Parapsychic Acoustic Research Cooperative (P.A.R.C), uma associação americana dedicada à recolha e divulgação do fenómeno EVP, ou Electronic Voice Phenomena. Descrito pela primeira vez nos anos 40 pelo letão Attila von Szalay, este fenómeno consiste na “aparição”, em gravações de transmissões radiofónicas ou em field recordings, de padrões sonoros anormais semelhantes a vozes, que os crentes interpretam como manifestações de fenómenos paranormais, como comunicações de espíritos ou de entidades extraterrestres ou de outras dimensões do Universo ou da realidade.  A exploração deste campo pós-von Szalay foi impulsionada por outro letão, Konstantin Raudive, que tendo realizado mais de 100 000 gravações contendo pequenas “mensagens” durante a sua estadia enquanto professor na universidade sueca de Uppsala, publicou o livro Breakthrough em colaboração com  Friedrich Jürgenson. De entre os seguidores do trabalho desenvolvido por estes investigadores, destacar-se-iam, já no final do século XX, os americanos William O’Neill e George Meek, inventores de um dispositivo para melhorar as comunicações com o “outro lado” chamado Spiricom, e o britânico Raymond Cass, cujos trabalhos ocupam a maior parte do CD editado pela P.A.R.C

spiricom

Os investigadores, bem como The Ghost Orchid: An Introduction to EVP, dividem as manifestações deste fenómeno em cinco categorias, exemplificadas neste Zepelim, nomeadamente Polyglot Voices,  que falam em várias línguas ao mesmo tempo ou alternadamente dentro da mesma frase, PSB Interrupts, gravações de intreferências em transmissões radiofónicas públicas, Singing Voices, que transmitiriam as suas mensagens cantando, Alien Voices, transmissões de entidades extraterrestres, e Instant Response Voices, ou seja situações em que o investigador conseguia comunicar bidireccionalmente com a entidade paranormal.

Apesar dos esforços dos investigadores do campo, a maioria da comunidade científica actual duvida da credibilidade das teorias e da validade das experiencias conduzidas para comprovar a existência do EVP, explicando-o através da tendência humana para encontrar padrões familiares em padrões aleatórios, o que explicaria a razão pelas quais as vozes se transmitiriam sempre em linguagens familiares ao investigador, ou através de interferências nas ondas radiofónicas, ou daquelas causadas pelo equipamento eléctrico nos meios de captação de som.

José Afonso Biscaia

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olivhospital

Luis Antero pretende afirmar-se como uma plataforma fonográfica das regiões da Beira Serra e Serra da Estrela, fundamentalmente, fazendo uso de registos sonoros de vária ordem, dando primazia a elementos sonoros naturais e a tradições orais (que podem abarcar canções, poesia, histórias de vida ou mera pronuncia de determinada zona…).

Nesta emissão de Zepelim, explorámos a obra de Luis Antero, escutámos as suas recolhas de tradição oral realizadas na Aldeia do Sabugueiro e Oliveira do Hospital:

  • «as dúvidas do ti antónio acerca da teoria de copérnico»

local: sabugueiro, seia

«…não digo que não seja a terra que ande, não digo que não, mas cá pra mim…»

gravação com o ti antónio, na zona da levada, sabugueiro.

  • «tenho galinhas, tenho frangos, tenho tudo…»

local: parente, alvoco das várzeas, oliveira do hospital

Gravação de campo na aldeia do parente, com a simpática d. fernanda, mulher calejada pela vida no campo. nesta gravação ouvem-se o crepitar da fogueira, a água que cai no açude do parente, as galinhas e os frangos da d. fernanda, a carrinha que passa na estrada nacional, o miar triste do gato abandonado e, claro, o testemunho, pequeno mas sincero, da d. fernanda acerca das coisas da vida, como o trabalho… no fim, ainda trouxe um magusto de castanhas para casa.

  • «na roça do mato»

local: quinta do pomar, lageosa, oliveira do hospital

Gravação de um simpático casal – o sr. antónio e a d. elvira – na roça do mato. por um lado, limpam-se as terras, por outro, aproveita-se o mato e adubam-se outras.

  • «ti são e ti antónio do sabugueiro»

local: sabugueiro, seia

Pequena conversa, na zona da levada, com dois simpáticos habitantes do sabugueiro, a mais alta aldeia de Portugal, sobre histórias de vida, curiosidades e a saudade de um tempo ausente…

  • «pampilhosa by train»

local: pampilhosa, mealhada

Gravação do ambiente da estação de comboios de pampilhosa, mealhada, em dia de chuva…

e,

Musicado por:

Erik Friedlander – Airstream Envy [Block Ice & Propane, 2007]

Erik Griswold - Wednesday [Altona Sketches, 2004]

Ghédalia Tazartès – Part II [Une Éclipse Totale De Soleil, 1982]

Ghédalia Tazartès - Quasimodo Tango [Diasporas, 1979]

Greg Davis & Sebastien Roux – Good Decision [Paquet Surprise, 2005]

Janek Schaefer – In the Last Hour [In the Last Hour, 2006]

Goldmund – Unbraiding the Sun [The Heart of High Places,2006]

The Present - Love Melody  [World I See, 2008]

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Carlo Patrão

Myke Weiskopf define-se como um multi-instrumentalista, produtor e artitsta sonoro. Apesar de ter nascido em Chicago, IL, vive em Hollywood, CA e é a partir daí que se dedica a um passatempo que partilha com milhares de entusiastas do fenómeno radiofónico: o MW DX, isto é a busca de emissões longínquas de rádios a emitir em AM em ondas curtas e médias.

Se durante o dia as propriedades físicas da ionosfera e das próprias ondas utilizadas limitam o seu alcance a cerca de 400kms, após o anoitecer, com o desaparecimento da chamada camada E é desvendado todo um mundo de emissões, alteradas pela distância e pela modulação de amplitude das ondas e que criam um ambiente quase hipnótico. Neste Zepelim ouvimos vários excertos, gravados por Weiskopf e disponibilizados no seu blogue.

Alinhamento:

1. Field of Hats – Scribe [Ancillaries 2Xc30, 2008]
1.1. Excerto da Emissão da Rádio Vaticano, Vaticano
1.2. Excerto da Emissão da Rádio ZIZ, St.Kitts and Nevis (1)
1.3. Myke Weiskopf – Duel (1) – estações não identificadas
1.4. Excerto da Emissão da Rádio Cairo, Egipto (1)
1.5. Excerto da Emissão da Rádio Voice of America, Tailândia
2. Field of Hats - Votary [Ancillaries 2Xc30,2008]
2.1. Excerto da Emissão da Rádio NHK, Japão
2.2. Excerto da Emissão da Rádio Australia, Austrália
2.3. Excerto da Emissão da Rádio TWR, Nepal
3. Myke Weiskopf – Duel (2) – VOIRI vs. The World
4. Myke Weiskopf - Duel (3) – Radio Tashkent vs. RA80Q
5. Excerto da Emissão da Rádio BSKA, Arábia Saudita
6. Excerto da Emissão da Rádio WEWN: Rádio Católica Mundial, EUA
7. Emeralds – Living Room [What Happened, 2009]
7.1. Excerto da Emissão da Rádio ZIZ, St. Kitts and Nevis (2)
7.2. Excerto da Emissão da Rádio RTV Marocaine, Marrocos
7.3. Excerto da Emissão da Rádio Bulgaria, Bulgária
7.4. Excerto não identificado (“The Boyband Headphase”)
7.5. Excerto da Emissão da Rádio Tirana, Albânia
7.6. Excerto da Emissão da Rádio Cairo, Egipto (2)
7.7. Excerto da Emissão da Rádio Cairo, Egipto (3)
7.8. Excerto da Emissão da Radio Slovakia International, Eslováquia
José Afonso Biscaia

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  • Concepção:

AU – Summerheat [Verbs, 2008] (excerto/reverse)

Martin e. m. reverend – I’m Coming Home on the Morning Train [Negro Religious Field Recording 1 (1934-1942)] (excerto)

Fernando Lopes Graça - Quatro laços da dança dos paulitos (trás-os-montes) – Ao Lugar De Freixeneda [Canções heróicas, regionais e romances, 1995] (excerto)

Fernando Lopes Graça - Quatro laços da dança dos paulitos (trás-os-montes) – Se quiés ir a Colher Roses [Canções heróicas, regionais e romances, 1995] (excerto)

Pal - 2ofmytime_x [Essays on radio; can i have 2 minutes of your time, 2004]

Christina Fowler – 2minutes [Essays on radio; can i have 2 minutes of your time, 2004]

Final Fantasy - The Pooka Sings [He Poos Clouds, 2006] (loop/reverse)

Jana Winderen – Heated part 4 [Heated: Live In Japan, 2009]

Hauschka – Blue Bicycle [Ferndorf, 2008] (loop/reverse)

Henry Cowell - The Banshee [Piano Music, 1993]

Sons de Submarino – Fonte Freesound project

Dallas Simpson - A Meditation for the Declaration [Meditation for Spring May 1998, 2003] (reverse)

Ricardo Villalobos - Groove 1880 [Fabric 36, 2007]

Andrew Deutsch – Untitled [Untitled Songs - 49 years from Gesang der Jünglinge (2005-1956), 2005]

Fabio Orsi - Yesterday Love

Lawrence English – Intercepted Communications [Studies for Stradbroke, 2008]

Lawrence English – Slipping Grains [Studies for Stradbroke, 2008]

  • Gravidez:

Excerto do programa de rádio Childhood Matters: Teen Readiness for Parents and kids – February 6, 2005

  • Primeira Infância:

Sainkho Namchylak & Peter Kowald – Spring Touch [Adult Games]

Derek Holzer – Monte Alegre Lago At Dusk [Recorded In The Field By..., 2006]

Gabi Schaffner – Candidate in a Singing Contest Among Iceland’s Youngsters [Recorded In The Field By..., 2006]

Raymond Scott - Tempo Block [Soothing Sounds For Baby, Vol. 2, 6 to 12 months,1997]

Raymond Scott - The Happy Whistler [Soothing Sounds For Baby, Vol. 2, 6 to 12 months, 1997]

Raymond Scott - Toy Typewriter [Soothing Sounds For Baby, Vol. 2, 6 to 12 months, 1997]

Raymond Scott – Tin Soldier [Soothing Sounds For Baby, Vol. 3, 12 to 18 months, 1997]

Raymond Scott - The Playful Drummer [Soothing Sounds For Baby, Vol. 3,12 to 18 months, 1997]

BBC RADIO ONE: ‘‘There was a hidden side to Raymond Scott: the mad inventor. Forget Bugs Bunny or Glen Miller, Scott’s real passion lay in electronics. He spent every spare hour developing revolutionary new music making machines. He created sounds that musicians today deem to be way ahead of his time. There’s no denying the creative genius that Scott left us…”

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Carlo Patrão

Após a última edição de Zepelim ter sido dedicada à figura de Allen Ginsberg, a de hoje gira em volta de outro dos nomes maiores da Beat Generation, William S. Burroughs, autor de Naked Lunch, ao mesmo tempo que o faz contactar com o trabalho de William Basinski.

A melhor forma de classificar Burroughs, a sua vida (1914-1997) e a sua obra, é como um experimentalista apaixonado e um artista multifacetado. Como meios de expressão, privilegiou as palavras, a música, mas também a sua própria vida e percepção, alteradas pelo consumo de diversas drogas e pelo contacto com os submundos e subculturas, sobretudo em Nova Iorque, mas também em S.Francisco, onde a beat culture contactou e acabou por ser englobada pela cultura hippie. Os seus trabalhos escritos, próximos dos de Kerouac e Ginsberg, tinham o confronto com a cultura conformista dos Estados Unidos em vista, através da abordagem a temas considerados obscenos e ao declínio da mundividência mainstream. Alguns registos raros  de performances enquanto artista de spoken word e como músico foram lançados no ano de 2007, com o nome Real English Tea Made Here, pela editora Audio Research Editions.

William Basinski, por seu lado, é um compositor minimalista e artista audiovisual nascido em 1958 no Estado do Texas, tendo recebido formação clássica como clarinetista e inspiração de nomes como Steve Reich. Em 2002, enquanto tentava recuperar velhas gravações em fita magnética, para formato digital, acabou por destruir as já danificadas cassetes. Contudo, este processo acabou por gerar os sons patentes nos 4 volumes de The Disintegration Tapes, lançados entre 2002 e 2003 numa edição da editora 2062.

Alinhamento:
1. William S. Burroughs – The Piper Pulled Down the Sky

2. William S. Burroughs - 23 Skidoo

3. William Basinski – D|P 2.1

4. William Basinski - D|P 2.2

4.1. William S. Burroughs - Cut-Ins with Dutch Schultz

José Afonso Biscaia

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